Espondilose - Dr Nelson Astur

Problemas comuns


Espondilose


O que é Espondilose?

Espondilose é o termo técnico para a artrose da coluna vertebral, ou seja, a degeneração natural das vértebras, discos e ligamentos da coluna. Está relacionada ao envelhecimento das estruturas que compõem a coluna, e pode surgir em diferentes idades, de acordo com a predisposição de cada um. É uma afecção muito comum, e embora muitas vezes não cause incapacidades, pode ser fonte de dor lombar ou mesmo de dor irradiada nas pernas quando há compressão das estruturas neurais.

Quais as causas da Espondilose?

As causas das espondilose podem ser divididas em: genética, adquirida ou naturais do envelhecimento. Pessoas que apresentam degeneração da coluna em uma idade mais jovem sem nenhuma causa aparente, em geral têm predisposição genética para desenvolver o desgaste na coluna. A espondilose pode ser adquirida durante a vida por influência de fatores externos, como impactos repetitivos (comum em atletas de alta performance, principalmente em esportes de impacto), tabagismo ou até mesmo sequela de traumas, fraturas ou doenças que afetam a coluna vertebral.  A última causa é a mais natural de todas, ou seja, o envelhecimento e degeneração natural das estruturas do corpo.  O processo inicial de desgaste é a degeneração do disco intervertebral, que ao não desempenhar sua função na totalidade, leva a sobrecarga das articulações vertebrais (facetas) e do osso ao redor do disco (corpo vertebral). Essa sobrecarga leva à hipertrofia ou aumento das estruturas e formação de espículas ósseas (bico de papagaio). A medida que essas estruturas crescem e ocupam espaços que antes eram livres, dá-se início a compressão de nervos que passam pela coluna (estenose), o que pode levar a dores irradiadas para as pernas.

O que é o bico de papagaio na coluna?

No processo degenerativo da coluna vertebral, ou seja, na espondilose, há formação de espículas ósseas que ao se projetarem, fazem formas parecidas com bico de papagaio quando vistas no exame de raio-X. Essas espículas são chamadas de osteófitos e são uma tentativa do corpo humano de dar estabilidade à articulação que não apresenta um movimento harmônico. Esse processo pode acontecer em qualquer articulação do corpo, sendo mais comum nas áreas de carga como coluna, joelhos, tornozelo e quadril.

Quais os sintomas da Espondilose?

Na maioria da população com algum grau de espondilose, não há sintomas importantes de dor, ou ela é apenas esporádica e relacionada a espasmos ou sobrecarga muscular (dor lombar). O sintoma mais comum é a dor no local da espondilose, pode ser na coluna cervical (pescoço), dorsal (costas) ou lombar. A dor pode ter apresentação crônica, em geral de intensidade leve a moderada, mas constante e que piora com movimentos, sobrecarga mecânica, com o frio e muito tempo parado na mesma posição. Quando há processo inflamatório agudo das articulações facetárias (artrite facetária) da coluna vertebral, a espondilose pode causas dor aguda e mais forte. Com a evolução da doença, crescimento do tamanho das estruturas ósseas, ligamentares e articulares da coluna, além de escorregamentos (espondilolistese) e deformidades (escoliose), há uma diminuição do espaço por onde passam os nervos (estenose) e então há sintomas de dor irradiada nas pernas e coxas.

Como a Espondilose é diagnosticada?

O diagnóstico definitivo da espondilose pode ser feito com um exame de raio-X simples da coluna vertebral. Esse exame permite observar o alinhamento da coluna, a relação de uma vértebra com a outra, má formações vertebrais, assim como a degeneração óssea e formação de osteófitos (bico de papagaio). Alguns sinais indiretos como a diminuição do espaço discal entre as vértebras, podem ser observados no raio-X e indicar uma possível degeneração do disco. Exames mais específicos como a tomografia computadorizada e ressonância magnética da coluna fornecerão mais detalhes de imagem e indicarão a situação dos nervos, se há compressão, se há inflamação das estruturas ou se existe alguma doença secundária. A ressonância magnética é o exame de eleição para análise completa da coluna vertebral.

Como tratar a Espondilose?

A grande maioria dos casos apresentarão melhora da dor com tratamento chamado conservador, ou seja, sem cirurgia. A prevenção e cuidado geral da coluna é a melhor medida, ou seja, controle adequado de peso, boa postura, evitar atividades repetitivas ou de impacto em exagero, não fumar, controlar outras doenças como diabetes e principalmente praticar exercícios. Dores agudas podem ser controladas com repouso curto, bolsa de água quente para relaxar o músculo e bolsa de gelo para ação anti-inflamatória. Medicações para dor devem ser ajustadas de acordo com cada paciente e tipo de dor e devem ser utilizadas após avaliação médica. Em geral analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares são utilizados. Tratamentos de reabilitação como a fisioterapia são essenciais para os casos de dor que persistem por mais de um mês e têm uma alta taxa de resolução das dores. Tratamentos adjuvantes como a acupuntura e quiropraxia também podem ajudar a controlar a dor e diminuir o uso de medicações. Infiltrações de remédios direto na região inflamada (infiltrações e bloqueios na coluna), podem ser realizadas com segurança no hospital, guiado por radiografias ao vivo, e são muito efetivos para resolução da dor sem cirurgia. A cirurgia é utilizada em uma minoria dos casos e, principalmente, quando há compressão de nervos ou deformidade incapacitante da coluna vertebral. Só é utilizada quando todas as outras modalidades falham, e esta opção deve ser discutida longamente entre o paciente e o cirurgião especialista em coluna.

Qual o tratamento cirúrgico para Espondilose?

A cirurgia para espondilose é principalmente indicada para descomprimir e liberar os nervos que passam pela coluna, frequentemente quando há estenose da coluna vertebral. Quando há dor irradiada para as pernas na espondilose vertebral por compressão de nervos, a taxa de melhora da dor com medidas conservadoras diminui. As cirurgias de descompressão são realizadas hoje em dia com cortes pequenos e com auxílio de afastadores especiais e microscópio cirúrgico, o que gera pouca morbidade ao procedimento e leva a uma recuperação pós-operatória rápida. As técnicas cirúrgicas para descompressão da coluna vertebral são diversas e devem ser escolhidas de acordo com a expertise do cirurgião, capacidade e estrutura do hospital e exame físico e de imagens do paciente. Os procedimentos padrões para descompressão que podem ser realizados são laminectomia, laminotomia, discectomia, foraminotomia. Em casos onde há deformidade da coluna ou instabilidade grosseira de um segmento, é necessário realizar a cirurgia de artrodese, onde uma vértebra é fixada na outra por implantes metálicos (parafusos) para o crescimento de uma ponte óssea entre as duas e o movimento desse segmento é cessado. A artrodese pode ser realizada de diversas formas e o paciente deve discutir com o cirurgião sobre o procedimento. As técnicas vão desde a cirurgia aberta padrão à procedimentos menos invasivos com colocação dos implantes através de pequenos cortes na pele.
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